A vidente
A chuva caia forte. Era sexta-feira, final de tarde.
- Outra semana sem um único cliente. Pensava consigo Ana, prevendo as dificuldades que teria para pagar as contas vincendas.
Ana era uma conhecida vidente da cidade. Há décadas, aconselhava pessoas sobre as melhores decisões a serem tomadas de acordo com o que ela via do futuro. Nas últimas semanas, porém, a escassez de clientes preocupava-a muito.
Procurava alternativas, quando o som da campainha interrompeu seus pensamentos.
Pressentindo a solução de seus problemas do outro lado da porta, Ana correu para abri-la, fazendo sua cara mais simpática.
- Boa tarde, senhor. Vejo que você está precisando de uma ajudinha. Entre, por favor.
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