Poesia: alimento d’alma
Palavra pão não satisfaz a fome
E os versos brancos não têm cor de luto
A rima rica sonega tributo
Enquanto o pobre lentamente some
Palavra água não sacia a sede
Há versos livres que o papel liberta
A poesia é uma janela aberta
Enquanto o pobre não tem nem parede
Alguém lá fora está sem esperança
Ao mesmo tempo em que tu lês com calma
Julgando a métrica do menestrel
Somente afirma sem desconfiança:
A poesia é o alimento d’alma
Quem nunca teve de comer papel
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